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​Passado, presente e futuro da ciência das plantas daninhas no CBCPD

A terça-feira (23) começou com um belo resgate sobre a ciência das plantas daninhas, sob o comando do pesquisador americano Phillip Westra, da Colorado State University, que trouxe relatos desde os primórdios das tentativas de controle das plantas invasoras, realizadas manualmente e que demandavam uma grande concentração de trabalhadores, encerrando com uma análise consciente sobre os desafios enfrentados atualmente e as perspectivas para o futuro.

Para ele, o futuro está em buscar novos herbicidas em novas fontes ; explorar as vantagens genéticas das plantas daninhas a fim de aprimorar a produtividade; promover o manejo focado na biologia das plantas daninhas; manter relacionamento com as grandes companhias e estimular o intercâmbio entre estudantes e empresas. “E precisamos continuar estimulando a igualdade de gênero, para que tenhamos cada vez mais mulheres e os melhores profissionais possíveis na área da ciência das plantas daninhas”, concluiu Phillip Westra.

O desafio de levar novos herbicidas ao produtor

Sobre o futuro e os desafios enfrentados por pesquisadores e pela indústria agro em busca de entregar melhores - e novas - soluções para os agricultores, Harry Strek, da Bayer Alemã foi categórico ao afirmar que o desafio de alimentar uma população global em constante crescimento se torna ainda mais difícil em razão das plantas daninhas resistentes aos herbicidas. “Neste momento, os produtores precisam de ferramentas variadas e disponibilidade de produtos e práticas agronômicas para combater o avanço da resistência”, apontou.

Dentre os pontos debatidos, Streak destacou que o longo processo de registro para novos produtos, que pode levar até treze anos em alguns países, somado ao elevado custo de pesquisa e desenvolvimento, tem dificultado a entrega de novas alternativas no mercado.

10 anos de tecnologia RR

Para completar o resgate sobre soluções que foram essenciais para o combate das plantas daninhas nos últimos anos é impossível deixar de fora a tecnologia RR, que completa uma década de utilização em terras brasileiras.

Com certeza, uma das inovações que foi mais rapidamente aplicada em campo, a tecnologia RR facilitou a vida de inúmeros produtores ao garantir cultivares resistentes ao glifosato e assim, facilitar o controle das plantas daninhas. Como tudo tem dois lados, o uso excessivo do herbicida acabou por acelerar o processo de resistência também nas plantas invasoras. “Isso demonstra que o problema da resistência pode acontecer com qualquer tecnologia, desde que seja mal utilizada. A má utilização, neste caso, é aplicar o mesmo produto continuadamente, em uma mesma área por tempo prolongado. Mesmo que esse produto seja um dos melhores herbicidas já criados, como no caso o glifosato”, afirma Fernando Adegas, presidente da comissão organizadora do CBCPD 2016 e pesquisador da Embrapa Soja.

O evento segue com a programação científica ao longo desta quarta-feira (24), com destaque para o manejo integrado de plantas daninhas, resistência aos herbicidas e novos herbicidas.

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