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Pesquisa com viticultura da Embrapa ajuda a primeira excursão Enoturística à Zona da Mata de Pernambuco

  • 16/05/2017 |
  • Carlos Dias

Foto: Embrapa Solos

No dia 21 de abril aconteceu, na área rural do Município de São Vicente Férrer, na Zona da Mata de Pernambuco, a I Excursão Enoturística, organizada pelo químico e sommelier Abílio Sá, presidente da Confraria do Perlage, com o apoio da Academia Pernambucana de Química, da Embrapa Solos e do Clube dos Químicos de Pernambuco.

O passeio teve como principal objetivo mostrar o potencial vitivinícola dos Vales dos Rios Siriji e Capibaribe Mirim, em Pernambuco, apresentando ao público uma área quase desconhecida de cultivo de uva no estado, conhecido apenas pelos parreirais do Vale do São Francisco na região semiárida. A excursão teve 30 participantes e saiu do Recife. A visita começou no pomar dos produtores Miguel e Helena Borba, que apresentaram as várias fases vegetativas da videira, manejo de cultivo, seleção de pomar com uvas maduras e degustação no campo. Alguns viticultores agregam valor ao seu produto confeccionando vinhos que, embora artesanais, puros e sem conservantes, ainda necessitam de aperfeiçoamento técnico. Alguns vinhos produzidos em pomares da região foram degustados pelos participantes.

O trabalho da Embrapa na região é de fundamental importância na introdução de novas variedades, manejo de parreirais e desenvolvimento econômico da vitivinicultura, a produtividade passou de oito toneladas por hectare ao ano para até 60 toneladas. Segundo a pesquisadora Selma Tavares que também orientou a visita, antes da pesquisa da Embrapa ocorria apenas uma safra por ano, ao passo que, atualmente, os produtores com a apropriação das tecnologias geradas e ajustadas in loco, chegam a obter até 2,5 safras por ano, aumentando a eficiência e a produção de uva dos Vales do Siriji e Cabibaribe Mirim da Zona da Mata de Pernambuco.

A Confraria do Perlage, de acordo com Abílio Sá, é composta por químicos em várias especialidades e pode oferecer orientações técnicas, reconhecendo a potencialidade da região e dos viticultores. Para o presidente do Clube dos Químicos, o engenheiro Hideraldo Borba, a possibilidade de levar conhecimento técnico para a produção de novos produtos derivados da uva, trará no futuro a possibilidade de termos bons vinhos e até espumantes, bem como matéria prima para o setor de cosméticos.


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