NOTÍCIAS

Pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente é reconhecida pelo desenvolvimento da fitopatologia

Raquel no experimento Face - Foto: Wagner Bettiol

Raquel Ghini, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), será homenageada com o Prêmio Paulista de Fitopatologia de 2017.

Conforme Marisa Faulin, presidente do 41° Congresso Paulista de Fitopatologia, “este prêmio é concedido ao profissional eleito pelos membros da Associação Paulista de Fitopatologia em reconhecimento a atuação de forma relevante para o desenvolvimento da Fitopatologia”.

Raquel possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade de São Paulo, mestrado em Agronomia, doutorado em Fitopatologia e dois pós-doutorados, um pela Università degli Studi di Torino (Itália, 1995) e outro pelo Instituto de Agricultura Sostenible/ CSIC (Espanha, 2015). Desde 1986, é pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, onde atua principalmente no tema: impacto das mudanças climáticas sobre doenças de plantas.

Sendo profissionalmente muito ativa, teve 6 livros publicados e participação na composição de 50 capítulos de livros, além de mais de 70 artigos completos publicados em periódicos reconhecidos e diversas orientações de pós-graduação e iniciação científica.

Coordenou e coordena vários projetos, sendo que um deles levou ao desenvolvimento do equipamento denominado coletor solar, utilizado para desinfestação de substratos para produção de mudas como alternativa ao uso de brometo de metila. O equipamento, de domínio público, está sendo usado há mais de 20 anos por inúmeros agricultores e viveiristas do Brasil e de outros países, devido à eficiência e à simplicidade, além do relevante impacto social, econômico e ambiental do desenvolvimento desta tecnologia. De 2009 a 2015, atuou como membro do Soils Methyl Bromide Technical Options Committee (MBTOC-S) do United Nations Environment Programme (Unep), indicada pelo Departamento de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Foi membro fundadora e consultora do FRAC-Brasil, de 25 de junho de 1999 até agosto de 2002.

Coordenou o projeto Climapest – Impacto das mudanças climáticas sobre problemas fitossanitários (http://www.macroprograma1.cnptia.embrapa.br/climapest) e instalou o primeiro experimento do tipo FACE (Free Air Carbon Dioxide Enrichment) na América Latina, com a cultura do café (ClimapestFACE).

Para Marcelo Morandi, Chefe-Geral da Embrapa Meio Ambiente, a homenagem é “um justo reconhecimento a uma carreira dedicada à pesquisa e desenvolvimento, sempre integrando a fitopatologia com as questões ambientais. É um orgulho para a Embrapa Meio Ambiente ter a Raquel em seu quadro de pesquisadores”.

Sobre o congresso O 41º Congresso Paulista de Fitopatologia será realizado no período de 20 a 22 de fevereiro de 2018, no centro de convenções do Hotel Quality Sun Valley, em Marília, SP. O evento é uma promoção da Associação Paulista de Fitopatologia (APF) e da Fatec Shunji Nishimura de Pompéia-SP, com o tema Inovações Tecnológicas na Fitopatologia. A APF, com o apoio das Instituições de Pesquisa e Universidades do Estado de São Paulo, promove esse congresso anualmente e tem por objetivo reunir, além dos fitopatologistas das áreas de ensino e pesquisa, técnicos da extensão rural, estudantes de graduação e pós-graduação, bem como empresas de vários segmentos da cadeia produtiva, ligadas à área de doenças de plantas. Mais informações em www.cpfito.net.br/

 


ver mais notícias
CADASTRO DE NEWS
  • Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura