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Pesquisadoras da EPAMIG participam de publicação digital sobre agroecologia

  • 09/07/2021 |
  • Mariana Vilela Penaforte de Assis/EPAMIG

As pesquisadoras da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) Madelaine Venzon, Wânia Neves e Maira Fonseca, participam como autoras de capítulos do e-book “Diálogos Transdisciplinares em Agroecologia”, lançado, recentemente, pelo Programa de Pós-graduação em Agroecologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A publicação, que está disponível para download gratuito, traz registros do Projeto de Extensão “Café com Agroecologia”, feitos entre os anos de 2015 e 2018.

Os assuntos abordados foram temas das rodas de conversa mensais e de eventos que reuniram agricultores, professores, pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação, entre outros públicos. Os encontros baseiam-se na troca de conhecimentos, em uma perspectiva horizontal, sem hierarquização dos saberes. “A participação das pesquisadoras nas ações promovidas pelo programa de Pós-graduação em Agroecologia da UFV resultou no convite para participarmos dessa importante obra. Isso reforça a contribuição da pesquisa da EPAMIG para a área”, destaca Madelaine Venzon, que coordena o Programa Estadual de Pesquisa em Agroecologia da Empresa.

Madelaine é a primeira autora do capítulo “Manejo Agroecológico de Pragas”, que apresenta diferentes estratégias para a prevenção e o combate de pragas, tais como controle cultural e controle biológico (conservativo e aumentativo). O controle biológico utiliza organismos vivos (inimigos naturais) para suprimir a população de uma praga, tornando-a menos abundante ou menos danosa. E, idealmente, não causa problemas ao ambiente, à água, ao solo, aos seres humanos e aos animais, além de não deixar resíduos nos alimentos.

“Os principais inimigos naturais das pragas agrícolas são macrorganismos - representados por insetos predadores e parasitoides, ácaros predadores e nematoides, ou microrganismos - como fungos, vírus, protozoários e bactérias”, aponta Madelaine acrescentando que, o capítulo trata também de produtos derivados de plantas já registrados, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para o controle biológico de pragas. O artigo teve a colaboração das pesquisadoras Wânia Neves e Maira Fonseca, dentre outros profissionais.  

Wânia e Maira participam também do capítulo “Plantas Medicinais: Tratamento Naturais e práticas de cultivos”, que descreve a indicação de uso dessas plantas, com base na literatura e em algumas experiências pessoais de tratamentos do primeiro autor do capítulo (Saulo Rodrigues Leite Penteado), bem como as práticas e formas de cultivo de algumas espécies medicinais. “Com base em dados científicos abordamos as técnicas de cultivo e enfatizamos que o sistema orgânico é o mais recomendado”, informa Wânia Neves.

A pesquisadora ressalta que as plantas medicinais indicadas na publicação têm comprovação científica do seu uso para determinada doença. “Não se deve fazer uso de nenhuma planta que não tenha estudos científicos validados. É muito importante acreditar na ciência, pois todo processo produtivo (cultivo, secagem, forma de uso e armazenamento) possui resultados seguros para a utilização de cada tipo de planta”, conclui. 

A publicação conta com 30 capítulos e a participação de diversos autores. O projeto teve o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Artística, Cultural e de Educação para a Cidadania de Viçosa (Facev). 

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