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Pesquisadores debatem variedades agrícolas tolerantes à seca

  • 22/10/2010 |

Desenvolver soluções que garantam a eficiência das lavouras com um menor uso de água é um dos principais desafios das pesquisas agrícolas da atualidade, seja pela questão da sustentabilidade ou pelas consequências das mudanças climáticas. Enquanto alguns países utilizam a irrigação, no Brasil a produção é, em grande parte, dependente das chuvas.


 


Em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão, o Fundo de Pesquisa Embrapa-Monsanto promoveu de 19 de outubro até hoje, na Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), em Goiânia, o simpósio “Tolerância à Deficiência Hídrica em Plantas: Adaptando as Culturas ao Clima do Futuro”. Ao todo, foram 10 conferências e quatro painéis, apresentados por especialistas de diversas partes do mundo, com o objetivo de discutir as linhas de pesquisa e os avanços feitos na área.


 


“Essa não é uma questão que interessa apenas para a comunidade científica e para o produtor rural. Envolve uma questão socioambiental, pois precisamos produzir mais na mesma área para que seja possível nutrir uma população global que deve chegar a 9 bilhões em 2050. Mais produtividade no campo significa grãos e fibras por um preço mais baixo, ou seja, mais alimento. E precisamos pensar em soluções adequadas para a realidade nacional”, afirma Eugenio Ulian, gerente de Relações Científicas da Monsanto.


 


No primeiro dia do encontro, foram apontados os principais aspectos que devem ser levados em conta para o desenvolvimento de plantas tolerantes, e formas de identificar o potencial e a limitação dos estudos. “A resistência a seca é uma das características mais difíceis para se trabalhar. Precisamos usar várias disciplinas para resolver o problema e devemos ser parceiros no desenvolvimento de soluções” concluiu Flavio Breseghello, chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Arroz e Feijão.


 


Este é o terceiro evento do tipo apoiado pelo Fundo de Pesquisa Embrapa-Monsanto, que repassou, de 2006 a 2009, aproximadamente R$ 20 milhões para projetos em biotecnologia de diversas unidades da Embrapa. Os valores são oriundos do compartilhamento dos direitos de propriedade intelectual, a título de royalties, sobre a comercialização de variedades de soja da Embrapa com a tecnologia Roundup Ready.


 


Ana Beatriz Paschoal


CDI – Comunicação Corporativa


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ana.beatriz@cdicom.com.br

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