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Plantio paralelo nas bordas dos pomares reduz incidência de greening

​Talhões de borda com plantio realizado no sentido paralelo à divisa das fazendas. Foto: Fundecitrus

Talhões de borda com plantio realizado no sentido paralelo à divisa das fazendas apresentam menor incidência de greening em comparação a talhões de borda com plantio perpendicular. Isso ocorre porque o plantio paralelo dificulta a penetração do inseto transmissor da doença, o psilídeo, já que as plantas funcionam como barreiras. No plantio perpendicular, por outro lado, as entrelinhas atuam como corredores que facilitam a penetração do inseto no pomar.

O resultado foi obtido em uma pesquisa realizada pelo biólogo Luiz Henrique Montesino, doutorando da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp/Jaboticabal, coorientada pelo pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi.

A pesquisa comparou, em oito fazendas em diferentes cidades do estado de São Paulo, 16 pares de talhões vizinhos com mesma variedade, idade e espaçamento, sendo um plantado no sentido paralelo e outro no sentido perpendicular. Em cada talhão foi avaliado o número de plantas com greening a partir da divisa da propriedade até 160 m no interior do talhão. Como resultado, os talhões com plantio paralelo apresentaram em média 23% menos laranjeiras doentes do que os talhões com plantio perpendicular.

“O plantio paralelo à divisa dos talhões de borda facilita a pulverização da faixa de borda, correspondente aos primeiros 100 m a partir da divisa, onde a maioria dos psilídeos se concentra, e dificulta a entrada deles nos pomares. Em novos plantios, a recomendação é, quando possível, realizar o plantio paralelo à divisa”, afirma Bassanezi.

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