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Preço do milho fechou o mês de maio em R$ 45,49/saca

Os preços do milho estiveram em alta em maio. Nas primeiras semanas do mês, as elevações foram influenciadas pelo dólar valorizado e pelo clima, visto que as chuvas não foram suficientes para amenizar a situação das lavouras, o que deixou produtores receosos quanto à produtividade. Já na última semana de maio, a greve de caminhoneiros deixou o mercado paralisado, visto que compradores não conseguiam receber o produto e vendedores, por sua vez, não apresentavam ofertas, receosos quanto às entregas.

Com isso, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou forte alta de 15,5% em maio, fechando a R$ 45,49/saca da 60 kg na quarta-feira, 30. Já a média do mês fechou a R$ 42,69/sc de 60 kg, elevação de 6,9% na comparação com abril – o maior patamar nominal desde novembro de 2016. A moeda norte-americana, por sua vez, se valorizou 5,4% no acumulado do mês. Nas regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços também registraram altas consideráveis entre abril e maio. Para negociações entre empresas (mercado disponível), o aumento foi de 6,8% e, quanto ao mercado ao produtor (balcão), de fortes 8,3%.

MERCADO EXTERNO 

Na Argentina, além da preferência por negociar soja, as chuvas fizeram com que a colheita ocorresse em ritmo lento em maio. Segundo a Bolsa de Cereales, a colheita alcançou 36,9% do total, resultando em oferta de 32 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, o clima úmido e chuvoso em importantes áreas do Meio-Oeste dificultou a semeadura de milho. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) aponta que 92% da área total havia sido semeada até o dia 29 de maio, bem próximo ao número do ano anterior e em linha com a média dos últimos cinco anos –média de 90%, Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos recuaram no mês. Os vencimentos Jul/18 e Set/17 caíram ligeiro 0,7% e 0,6%, indo para US$ 3,94/bushel (US$ 155,11/t) e US$ 4,0325/bushel (US$ 158,75/t), respectivamente.

CAMPO 

Quanto à segunda safra do milho, existe um receio sobre a questão climática em Paraná e Mato Grosso do Sul, onde as baixas temperaturas e as previsões de geada podem prejudicar o desenvolvimento das lavouras. No dia 29, o Seab/Deral indicou que a colheita já começou em Ponta Grossa, mas o volume colhido é de apenas 1%. Quanto às lavouras ainda em desenvolvimento, 35% estão em boas condições, 45%, médias e 20%, ruins – vale ressaltar que destas, 15% estão em fase de floração, 74%, frutificação e apenas 11%, em maturação. Frente ao mesmo período de 2017, as lavouras em boas condições haviam atingido 96% da área.

COMERCIALIZAÇÃO 

Segundo o Imea, em maio, quase 100% da safra 2016/17 de Mato Grosso já foi comercializada e, para a temporada 2017/18, o total é de 57,2%. No Paraná, 50% da safra verão foi negociada. Para a segunda temporada, segundo o Seab/Deral, apenas 7% da produção foi comercializada até o final do mês – muitos produtores limitam as vendas, temerosos quanto à produtividade. No Rio Grande do Sul, a colheita praticamente já foi finalizada, segundo a Emater/RS, enquanto o volume de negócios chegou a 75% até meados de maio.

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