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Previsão de chuvas frequentes no estado de São Paulo eleva risco de ocorrência da podridão floral dos citros

As previsões indicam que pode chover a partir desta sexta-feira (14) até a próxima segunda-feira (17) em todo o estado e a partir da quinta-feira (20), as previsões indicam que mais chuvas podem ocorrer, com volume total de 50 milímetros no período.

A ocorrência de chuvas por três ou mais dias consecutivos com prolongamento do molhamento das flores por mais de 48 horas é uma condição considerada extremamente favorável para a infecção do fungo. De acordo com o pesquisador do Fundecitrus Geraldo Junior, a recomendação é proteger todos os pomares antes da ocorrência dessas chuvas.

“Se as chuvas se estenderem até segunda-feira, provavelmente o sistema de previsão do Fundecitrus vai indicar “Risco extremo” e os pomares devem ser protegidos novamente, uma vez que essa condição tende a aumentar muito a dispersão do fungo e pode ser suficiente para remover parte do produto da superfície das flores. Maior atenção deve ser dada aos pomares mais velhos, de variedades mais suscetíveis (Natal e Pera), localizados em áreas mais úmidas e com histórico de ocorrência da doença, que estiverem nas fases mais críticas para infecção (botão expandido e flor aberta)”, afirma o pesquisador.

A maioria dos pomares nas regiões sudoeste (Avaré, Santa Cruz do Rio Pardo, Capão Bonito, dentre outros) e leste (Mogi Guaçu, Limeira, dentre outros) do estado está com o florescimento nas fases mais críticas para infecção do fungo.  O controle da doença deve ser feito criteriosamente para evitar os danos, uma vez que a podridão floral pode causar redução de até 80% da produção, devido à queda de frutos jovens. Essa recomendação também serve para os pomares que foram irrigados antecipadamente nas regiões do centro e norte de São Paulo e estão nas fases de queda de pétalas, uma vez que infecções podem também ocorrer no estigma e estilete (pistilo).

O sistema online de previsão informa os riscos de podridão floral com base em dados de temperatura e molhamento que estimam a germinação de esporos do fungo. Esses riscos são calculados para os locais onde estão instaladas as estações meteorológicas nos respectivos municípios. O sistema está disponível gratuitamente, mas para usar o mesmo é recomendável que o citricultor possua uma estação meteorológica em sua propriedade ou esteja próximo de até cinco quilômetros de alguma estação já existente no sistema.

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