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Produtores têm acesso a tecnologias para fortalecer a safrinha em Rondônia

  • 17/06/2016 |
  • Renata Silva

Foto: Renata Silva

Mais de 150 produtores, técnicos e estudantes puderam ter acesso a uma grande quantidade de tecnologias para milho, sorgo, girassol, canola e integração Lavoura-Pecuária, assim como novas variedades lançadas pela da Embrapa, competitivas, com alta produtividade e resistência a pragas e doenças. Eles participaram do Dia de Campo Safrinha, realizado pela Embrapa Rondônia em Vilhena, nesta quinta-feira (16) e conheceram opções para fazerem suas escolhas e obter resultados expressivos na colheita de segunda safra do próximo ano agrícola, ou mesmo para substituir o milho em períodos de risco climático, como ocorreu este ano. "Os produtores têm à disposição uma gama de materiais de culturas como forrageiras, sorgo, girassol e canola que podem trazer uma boa razão custo/benefício para os produtores", afirma o pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente Godinho.

"Neste tipo de evento a gente vê novos materiais, culturas e tecnologias que a gente pode agregar e colocar na fazenda. Participo todos os anos e sempre levo novidades pra casa", comenta o produtor de Vilhena, Robson Silva, atento a tudo que via nas estações. O produtor do município de Cerejeiras, Airton Camilo está atento às opções existentes e às melhores escolhas para sua propriedade. "A gente não pode depender só de uma cultura ou fonte de renda. Eu já estou utilizando em uma parte da minha área o plantio de soja na primeira safra e uma safrinha com braquiária, colocando rebanho de corte em cima ou mesmo deixando para palhada, proteção do solo. Também opto pelo milho ou o sorgo na segunda safra, a depender do que for me dar mais lucratividade no período", conta. O que o senhor Airton está fazendo é uma análise estratégica do cenário agropecuário do país e da região e utilizando as opções de tecnologias disponíveis para realizar as melhores escolhas. Neste contexto, ele se utiliza do sistema de integração Lavoura-Pecuária (ILP) para tornar seu sistema produtivo sustentável, recuperando áreas degradadas e aumentando a produtividade da agropecuária.

O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e suas variantes – Lavoura-Pecuária, Lavoura-Floresta –, como também o Plantio Direto foram apresentados ao público do Dia de Campo. De acordo com Godinho, são sistemas para uma agricultura sustentável e que já estão sendo bem absorvidos pelos produtores. "Com a adoção da ILPF ou suas variantes o produtor poderá aumentar a eficiência da sua propriedade através da diversificação, aumento da produtividade, otimização dos recursos e consequentemente aumento da sua renda", explica. Ele complementa que, no caso da região de Vilhena que não tem infraestrutura para pecuária e sim para grãos, o capim pode ser uma boa opção como cobertura de solo para safrinha, como uma cultura de sucessão. "O que o capim deixa no solo contribui muito com a próxima lavoura, podendo ser melhor opção na razão custo/benefício para o produtor do que deixar a área em pousio ou com uma cultura de alta tecnologia em períodos de risco climático", complementa o pesquisador.

Rondônia é hoje o segundo maior produtor de milho da região Norte, sendo os municípios de Vilhena, Corumbiara, Chupinguaia e Cerejeiras os maiores produtores. De acordo com o pesquisador Vicente Godinho, em Vilhena, por exemplo, mais de 85% da produção de milho, do estado, é de segunda safra, o que demonstra a importância para a região. A safrinha está ganhando cada vez mais importância na produção brasileira e em Rondônia não é diferente. Ela é chamada assim por ser semeada nos primeiros meses do ano, logo após a colheita da safra principal, ou "de verão", que foi semeada no início da estação chuvosa (setembro a dezembro).

O milho é um dos principais produtos cultivados em safrinha em todo o país. Mas este ano as lavouras do grão tiveram queda de produção significativas nas principais regiões produtoras do Brasil. A chuva (por falta ou excesso) atrapalhou o plantio e colheita da soja e, consequentemente, atrasou o plantio do milho de segunda safra, que ocorreu fora do melhor período, deixando as lavouras expostas a um maior risco climático. Assim, a falta de chuvas em algumas regiões e até mesmo a geada em outras foram responsáveis pela queda na produção. Segundo Godinho, em Rondônia apenas a cidade de Vilhena não deve sofrer queda expressiva na produção do milho safrinha, pois não sofreu com a falta e quantidade das chuvas. As demais regiões produtoras devem acompanhar os índices nacionais.

Embrapa apresenta tecnologias e lançamentos no Dia de Campo

Este ano para o Dia de Campo Safrinha 2016 a Embrapa levou ao público seus lançamentos e cultivares de alto desempenho. Conheça abaixo:

Girassol BRS 387, produtivo e precoce, o que facilita sua adaptação a diferentes sistemas produtivos. Apresenta teor de óleo acima de 40%, podendo ser destinado para o mercado de óleo e de pássaro.

Girassol BRS 323, de ciclo precoce (de 80 a 100 dias), o que facilita sua utilização no sistema de produção, tanto na rotação como na sucessão de culturas, e o teor de óleo varia de 40% a 44%.

Sorgo BRS 380, granífero que apresenta ótimo desempenho nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, com excelente tolerância a Antracnose, com produtividades de quatro a seis toneladas de grãos por hectare. Tem ciclo precoce, resistência à antracnose e tolerância ao alumínio tóxico dos solos do Cerrado.

Milho BRS 4103, de ciclo precoce, uma variedade, com bom potencial de produção, ampla adaptação e estabilidade de produção, porte baixo de planta, resistência à Antracnose do colmo e Cercosporiose, sendo um,a excelente opção para agricultura familiar, e lavoura de menor tecnologia.

Milho BRS Caimbé, uma variedade de ciclo precoce e recomendado para agricultura familiar, em condições de safra e safrinha. Alternativa de baixo investimento, resistente à Ferrugem comum e moderadamente resistente à Antracnose do colmo e à Mancha de bipolaris. Apresenta resistência ao acamamento e ao quebramento.

Realização e parceiros

O Dia de Campo Safrinha 2016 foi uma realização da Embrapa Rondônia e conta com o apoio da Rede de Fomento ILPF, Prefeitura Municipal de Vilhena, Central Agrícola/FMC, Du Pont, Adama, Santa Helena Sementes, Sementes Biomatrix, Limagrain (LG Sementes), Dow Sementes, Agroceres, Coodetec, Disavel, Cargill, Rical, Amaggi, Sicoob Credisul, Conab, Bardahl, Alvorada Agropecuária, Boa Safra, Tratoron, Apediá Veículos Toyota, Nissey Máquinas, Mamoré Máquinas, Aviação Gaivota, Soesp, BS&A e Dimicron.


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