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Programa Adjuvantes da Pulverização e Coopercitrus firmam acordo para avaliar funcionalidade de adjuvantes

Cooperativa comercializará somente adjuvantes reconhecidos por selo de programa do IAC.

O Programa Adjuvantes da Pulverização e a cooperativa Coopercitrus firmaram termo para iniciar a certificação de funcionalidade de adjuvantes agrícolas produzidos no Brasil. Pelo acordo, a cooperativa indicará a fabricantes de adjuvantes que avaliem seus produtos no laboratório do programa, instalado na cidade de Jundiaí, nas dependências do Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC-SP), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo informou a Coopercitrus, a cooperativa passará a comercializar somente adjuvantes agrícolas reconhecidos pelo Selo de Funcionalidade do CEA-IAC, lançado oficialmente nas últimas semanas.

Sediada no município paulista de Bebedouro, a Coopercitrus é a cooperativa líder do Estado de São Paulo na área de comercialização de insumos, máquinas e implementos agrícolas, e também uma das maiores do Brasil. Conta com mais de 60 filiais, apoio técnico e estruturas para atendimento nas diferentes culturas agrícolas, nos Estados de SP, MG e GO. A carteira de associados da Coopercitrus reúne hoje mais de 35 mil agropecuaristas.

Adjuvantes da Pulverização é uma iniciativa de pesquisa agrícola que une o setor privado ao CEA-IAC. O laboratório do programa recebeu investimentos representativos, em períodos recentes, com objetivo de viabilizar a implantação do selo, tendo por base análises de alta qualidade técnica e precisão científica.

Conforme o pesquisador Hamilton Ramos, coordenador do programa, adjuvantes constituem produtos adicionados à calda de defensivos agrícolas. “Auxiliam na eficácia da pulverização e do controle fitossanitário, por transferir efeito espalhante, umectante ou penetrante, por exemplo. Associar um adjuvante de funcionalidade imprecisa a um defensivo de boa qualidade põe em xeque todo o investimento do produtor na lavoura”, ressalta Ramos.

Para Celso José da Silva, consultor e responsável por adjuvantes na Coopercitrus, a parceria entre a cooperativa e o programa resultará em informações e recomendações técnicas eficazes ao manejo de lavouras, abrangendo produtos, pragas e doenças. “Há uma complexidade enorme a ser considerada nas recomendações de adjuvantes. Do lado da Coopercitrus, a parceria com o IAC contribuirá para aumentar a qualidade da produção de nossos cooperados, que é sempre o objetivo principal”, salienta Silva.

Segundo Hamilton Ramos, do CEA-IAC, o termo de cooperação celebrado com a Coopercitrus consolida esforços realizados nos últimos 20 anos, na área de pesquisa atrelada a adjuvantes. “Adjuvantes não estão submetidos às rígidas exigências de registro de órgãos reguladores, como ocorre no setor de defensivos agrícolas. Por isso faz-se necessário que o próprio mercado de adjuvantes encontre soluções para comprovar a funcionalidade das marcas vendidas no País”, enfatiza ele.

“Defendemos que os critérios e métodos empregados na avaliação da funcionalidade de adjuvantes agrícolas, hoje sob nossa responsabilidade, sejam discutidos com fabricantes, pesquisadores e usuários dos produtos, no âmbito de câmaras técnicas como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O objetivo ideal, conforme entendemos, é desenvolver um conjunto de normas que resultem na criação de um Sistema Oficial de Certificação, definitivo, mas este processo leva tempo”, observa Ramos.

De acordo com o pesquisador, após a adesão da Coopercitrus, o laboratório do programa Adjuvantes da Pulverização deverá anunciar, nas próximas semanas, a formalização de termos de cooperação com outras empresas atuantes no mercado de adjuvantes, incluindo fabricantes e distribuidores.

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