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Programa de Pesquisa e Melhoramento da RiceTec lança cultivar XP117

Tecnologia XP117 foi apresentada esta semana no XI Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado.

Os altos custos de produção continuam sendo um desafio para os orizicultores na safra 2019/20, que é estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 10,4 milhões de toneladas. Para driblar os diferentes gargalos que a atividade impõe ao produtor de arroz, seja no Rio Grande do Sul ou em qualquer outra região produtora, a RiceTec investe em pesquisa para trazer para o mercado sementes com material genético que trarão resultados na lavoura.

O programa de Pesquisa e Melhoramento da RiceTec tem como principal objetivo desenvolver cultivares híbridas de arroz com alto potencial produtivo e adequada qualidade de grãos para os países do Mercosul. Para isso, o programa realiza rotineiramente ensaios de rendimento multiambientais e diversas avaliações para determinar a resistência de seus híbridos experimentais para os diferentes estresses bióticos e abióticos presentes na cultura do arroz irrigado.

Para atingir o máximo de eficiência na sua atividade, o produtor de arroz necessita planejar muito bem sua lavoura. Nesse sentido, a diversificação de materiais e o tipo de semente que irá utilizar podem reduzir bastante os riscos, sobretudo aqueles causados pelo clima.

Para a safra 2019/20, a RiceTec planeja o lançamento do híbrido XP117, um híbrido de alto potencial produtivo, de ciclo médio (aproximadamente 135 dias), alto vigor inicial e capacidade de perfilhamento, tolerante ao acamamento. A nova cultivar foi apresentada durante o XI Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado, realizado no mês de agosto, em Camboriú (SC). Com relação as características de qualidade de grão, o XP117 tem bom rendimento de grãos inteiros, em média 62%, baixa área gessada, alto teor de amilose e baixa temperatura de gelatinização, características desejáveis para uma excelente cocção.

Diante de uma atividade tão sensível aos fenômenos climáticos, os especialistas sugerem “distribuir os ovos nas sextas”. Ou seja, para minimizar as perdas, a fórmula sugerida é diversificar, especialmente na escolha das sementes.

Na última safra, inúmeros testes em larga escala foram realizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Uruguai, utilizando o método de comparação lado a lado com as principais variedades locais. O XP117 teve um excelente desempenho, vencendo em praticamente todos os locais, atingindo, na média dos locais, 14.000 kg/ha. As Sementes da variedade XP117 já estão sendo comercializadas, porém, ainda em quantidade limitada para a próxima safra.

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