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"Quepia" recebe recursos do Fundecitrus para estudo sobre lavagem de EPI com sabão em pó e vida útil de equipamentos

Resultado da análise definirá recomendações específicas de uso atreladas a vestimentas protetivas, válidas para agricultores e empresas do agronegócio.

O Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, uma associação privada mantida por citricultores e indústrias de suco, para promover o desenvolvimento sustentável do parque citrícola, destinou recursos ao Programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura. As entidades viabilizam, em conjunto, um estudo de ponta, abrigado no laboratório do “Quepia”, com objetivo de analisar efeitos de sabões em pó fabricados no Brasil nos processos de lavagem de EPI agrícolas.

De acordo com o pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador do programa IAC-Quepia, a pesquisa identificará marcas de produtos empregados na lavagem de EPI que favoreçam a conservação de vestimentas protetivas. Estes acessórios são utilizados no País, diariamente, por milhares de profissionais que aplicam defensivos agrícolas nas lavouras.

“As análises se baseiam, essencialmente, em procedimentos de lavagem atrelados a resultados de avaliações em laboratório”, resume Ramos. Conforme o pesquisador, a expectativa é a de que o laudo conclusivo do projeto seja entregue ao Fundecitrus ainda este ano.

Uma etapa importante da pesquisa, assinala Ramos, será desenvolvida com suporte de um equipamento de ponta, importado pelo IAC-Quepia, denominado Laundrometer, possivelmente o único no Brasil hoje aplicado a uma pesquisa agrícola. O aparelho é específico para lavagem controlada de amostras de tecidos e de outras matérias-primas empregados na indústria de EPI agrícolas.

“Na fase decisiva do trabalho, marcas de sabão em pó terão seu desempenho comparado ao de um sabão em pó de alta performance, padronizado pela entidade International Standartization Organization, prescrito no âmbito de norma da ISO (ISO 6330)”, revela Ramos.

“O resultado da iniciativa de pesquisa Quepia-Fundecitrus dará origem a recomendações técnicas para agricultores, empresas do agronegócio e usuários de EPI agrícolas. Entre as principais conclusões possíveis, destacamos a perspectiva de se elevar a vida útil dos EPI brasileiros, ou importados, frente às recomendações de base de fabricantes. Com isso, poderemos transferir sustentabilidade e segurança ao campo”, finaliza ele.

Liderado pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, o IAC-Quepia completou 14 anos em 2020. Focado no desenvolvimento de tecnologia e na certificação de qualidade para EPI agrícolas, o programa é financiado com recursos privados e tem seu laboratório avançado instado na cidade paulista de Jundiaí.

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