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Reduzir custos é fundamental para a competitividade no mercado orizícola

  • 23/02/2018 |
  • Marcelo Machado

Foto: Fagner Almeida/Divulgação

Endividamento, ingresso de arroz do Mercosul e preços baixos. Essas são questões que nunca saem de cena quando se tratam de problemas da lavoura orizícola. Os custos de produção e perspectivas para o mercado de arroz foi tema do último debate desta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. 

A palestra foi realizada pelo economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. Segundo ele, os três problemas citados acima têm em comum que não são causa, mas consequência. O economista cita, por exemplo, a questão do endividamento. “Nós estamos sistematicamente gastando energia em um assunto que não se revolve. Ficar renegociando dívidas não resolve acesso ao crédito nem acaba com o débito. É como enxugar gelo, o problema que gera endividamento não é resolvido”, afirmou.

O economista explicou de que maneira se comporta o mercado. Nesse contexto, o arroz que ingressa do Mercosul no Brasil deve-se ao fato de que o vendedor considera oportunidades favoráveis. Dessa forma, se o preço no mercado interno estiver acima do bloco, o cereal entrará no país. “Nas commodities, só se ganha de um jeito bastante frio: ou mata ou morre. O arroz não entra por acaso, commoditie é guerra. O preço do arroz é ruim porque não cobre nossos custos, mas para a concorrência é muito bom”, disse.

Os países vizinhos contam com um custo de produção inferior aos praticados no mercado interno, seja na compra de máquinas agrícolas e agroquímicos, ou nas condições de armazenagem. Assim, Antônio da Luz destacou que os orizicultores brasileiros precisam apresentar competitividade. O economista questionou o fato de que o Brasil não pode comprar insumos do Mercosul da mesma maneira que eles vendem o produto processado. Além disso, Luz destacou que muitos produtos, comercializados com preço mais baixo nos outros países, são fabricados no Brasil. “Por que não posso comprar do outro lado um produto que foi feito aqui?”, lembrou. De acordo com o economista, o Brasil precisaria ser um país mais aberto e proporcionar liberdade de mercado para o setor produtivo.


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