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Safra 2019/20 de soja apresenta crescimento na área de 2,7%

Produção é estimada em 122,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica, apesar da quebra de safra no Rio Grande do Sul, sobretudo pelas melhores condições climáticas em diversos estados produtores. – Foto: Tony Oliveira/CNA

Com a colheita da soja finalizando e o plantio do milho segunda safra bem encaminhado no Brasil, a área desta safra 2019/2020 de grãos está estimada em 65.109,8 mil hectares, representando um incremento de 2,9% na área plantada em comparação à safra passada ou uma variação absoluta de 1.847,6 mil hectares, influenciado principalmente pelo crescimento das áreas de soja e milho, segundo o 7º de levantamento da safra de grãos.

Desse montante, as culturas de primeira safra ocupam uma área de 45,5 mil hectares, enquanto as culturas de segunda e terceira safras e de inverno são cultivadas em 19,6 mil hectares, a maior parte aproveitando áreas já cultivadas.

Safra Soja

A safra 2019/20 de soja apresenta crescimento na área de 2,7% em relação à última temporada, continuando a tendência de aumento das últimas safras. A produção é estimada em 122,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica, apesar da quebra de safra no Rio Grande do Sul, sobretudo pelas melhores condições climáticas em diversos estados produtores.

A cultura apresenta produtividades recordes em Mato Grosso, Paraná, Goiás, São Paulo, Maranhão, Rondônia e Distrito Federal, mas teve o pior rendimento do Rio Grande do Sul nas últimas oito safras. No Centro-Oeste, a colheita está praticamente finalizada, com 99,7% em Mato Grosso, 98% em Goiás e 95% em Mato Grosso do Sul.

Com grande volume já vendido e pendente de escoamento, o fluxo logístico persiste nas rotas envolvendo o Mato Grosso e, até agora, não há indício de arrefecimento ou restrição ao escoamento da soja colhida. Em Mato Grosso do Sul, a logística também segue sem tantos problemas. A colheita muito concentrada neste último mês tem ocasionado tumultos no recebimento e dificuldades para expedição para os portos. 

Na Região Sul, nas lavouras do Paraná, as chuvas ocorreram de forma regular em quase todo o ciclo dessa cultura, porém a estiagem que castiga as lavouras que ainda estão em frutificação pode prejudicar o potencial produtivo. A colheita avançou bastante no último mês, e cerca de 85% das lavouras foram colhidas. No Rio Grande do Sul, a situação das lavouras agravou em relação ao último levantamento. A quase ausência de chuvas em março fez com que as perdas se acentuassem. A seca, que afetou a cultura em praticamente todas as fases, passa a integrar a lista das piores já verificadas no estado. No momento do levantamento, as lavouras se encontravam: 38% colhidas, 49% em maturação, 12% em enchimento de grãos e 1% em floração.

Na Região Nordeste, particularmente no Matopiba, as condições climáticas não foram boas no início da safra, causando a necessidade de replantio em algumas regiões. Esse quadro melhorou no fim de dezembro, e as chuvas vieram com mais intensidade em janeiro, favorecendo o desenvolvimento da cultura. A colheita avança, mas o grande volume de chuvas tem atrapalhado essa operação.

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