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Sarna da macieira exige atenção do produtor na safra

Segundo pesquisadores, doença é de distribuição generalizada e provoca perdas de 100% da lavoura em regiões de alta umidade e temperatura amena. - Foto: Divulgação

Com a safra brasileira de maçã do tipo Malus domestica em andamento, nos três Estados da região Sul, a equipe técnica da Sipcam Nichino Brasil leva a campo informações sobre o manejo da doença sarna da macieira, provocada pelo fungo Ventura inaequalis. Conforme pesquisadores, a doença ocorre em todo o mundo e constitui a principal fonte de prejuízos à cultura, nas áreas de alta umidade e temperatura amena.

“As perdas do produtor podem chegar a 100% da produção”, observa o engenheiro agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de mercado da companhia de origem ítalo-japonesa, do setor de defensivos agrícolas. “Os problemas causados pela doença se manifestam pela queda das flores e diminuição do vigor das plantas. A depreciação comercial dos frutos é imediata”, resume ele.

Colhida principalmente entre os meses de fevereiro e maio, nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a maçã brasileira registra média de produção anual acima de 1 milhão de toneladas. Conforme divulgou, em fevereiro último, a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), em 2021 as exportações da fruta, de aproximadamente US$ 40 milhões anuais, podem crescer na casa de 60%, ante a alta do dólar e à perspectiva de aumento da produtividade nas lavouras.

Controle 

Segundo José de Freitas, a Sipcam Nichino recomenda controlar a sarna da macieira preventivamente, com a aplicação de seu fungicida protetor Dodex 450 SC, a partir do início da brotação, e durante o período crítico para a sarna, que ocorre principalmente até o início de formação dos frutos. “Este produto também funciona de maneira curativa, se aplicado logo após o início da infecção (até 36 horas após a infecção), dependendo da evolução da doença”.

“A boa cobertura dos alvos aplicados é fundamental ao controle eficaz da sarna da macieira. Dodex 450 SC é seguro, seletivo e pode ser aplicado mesmo no período crítico de ‘russeting’ (início de desenvolvimento dos frutos)”, continua ele.

Conforme a Sipcam Nichino, Dodex 450 SC é descrito como um fungicida de contato, com efeito erradicativo e de profundidade e ação específica sobre a sarna da macieira. “Pesquisas recentes comprovam ainda que o produto contribui para o controle da mancha da gala. É uma alternativa eficaz para uso isolado e em associação. A recomendação é que o fungicida seja usado pelo menos duas vezes no ciclo da cultura: cedo, no início da brotação, na janela de ‘russeting’ ou mesmo na sarna de primavera”.

Freitas explica ainda que Dodex 450 SC tem como ingrediente ativo o composto Dodina, pertencente ao grupo químico das guanandinas. “Esta tecnologia é uma alternativa estratégica ao produtor de maçã na prática do manejo de resistência de fungicidas sistêmicos a fungos causadores de doenças”, conclui José de Freitas.

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