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Seminário Longevita debate manejo, mercado e tendências para maior produtividade e longevidade da cana-de-açúcar

Com o intuito de promover conhecimento, estimular o debate e unir os elos da cadeia da cana-de-açúcar, a Yara, realizou na última semana, em Ribeirão Preto, o seminário Longevita. O evento abordou a importância do manejo correto, sistematização, as melhores soluções para nutrição, tecnologias de aplicação, ferramentas digitais, além de pesquisas sobre a cultura.

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com 635 milhões de toneladas em 2018/2019, e cerca de nove milhões de hectares plantados no mesmo período. O cenário atual apresenta uma queda de produtividade em relação à safra anterior relacionada à estiagem e ao envelhecimento contínuo das lavouras, também mostra a troca de produção do açúcar pelo etanol, a recuperação de players do mercado, e a cogeração (exportação de energia).

Durante o encontro, o Dr. Jairo Mazza, da Esalq/USP e Athenas Consultoria Agrícola, ministrou palestra sobre o planejamento, sistematização e manejo sustentável da cana-de-açúcar. Ele analisou aspectos como tipos de relevo, preparo do solo, taxa de infiltração e ressaltou que, por meio do conhecimento do meio físico e planejamento, e utilizando as estratégias e tecnologias adequadas, é possível atingir a sustentabilidade no setor sucroenergético.

O evento também contou com apresentação do Dr. Sérgio Castro, pesquisador da AgroQuatro-S, sobre o manejo dos tratos culturais da cana-de-açúcar em cenário de adversidade climática. Ele destacou a importância do programa 4C do IPNI (International Plant Nutrition Institute) na nutrição da cana, definido como o uso da fonte certa de fertilizantes, na dose certa, no local certo e na época certa. Sérgio ainda afirmou que a utilização dessas premissas aliadas ao fornecimento de todos os micronutrientes à planta e ao emprego do manejo tecnológico geram um retorno significativo aos produtores.

Muitos fatores afetam a produtividade do canavial como genética, doenças, temperatura, chuvas, solo e nutrição. Para seu pleno desenvolvimento, a cana-de-açúcar necessita da dose correta de macro e micronutrientes como Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio, Boro e Zinco, entre outros, aplicados na época certa. "O Programa Nutricional Longevita, desenvolvido pela Yara, melhora o desenvolvimento vegetal, forma canaviais mais uniformes e vigorosos e mantém a cana produtiva por mais cortes, aumentando a rentabilidade da lavoura", afirma Ademilson Palharin, especialista agronômico da Yara.

Os fertilizantes foliares também são grandes aliados da produtividade e longevidade da cana-de-açúcar, inclusive na recuperação em momentos de estresse; na última safra, auxiliaram de forma positiva os canavicultores. Eles complementam os níveis dos macro e micronutrientes, estimulam o enraizamento, aumentam o desenvolvimento vegetativo e o desempenho no estado reprodutivo. É uma tecnologia que vem crescendo na cultura da cana-de-açúcar e deve ser cada vez mais utilizada em razão dos resultados de maior eficiência de uso e segurança.

Tecnologia e pesquisa: mais conhecimento para o produtor

No seminário, também foram apresentadas soluções digitais desenvolvidas pela Yara para auxiliar na produtividade da cana-de-açúcar. Entre elas está o Megalab, capaz de recomendar a solução nutricional mais adequada, de forma personalizada para cada lavoura, a partir de análises de solo - e folha, em alguns casos. Ele surgiu por uma demanda da própria cultura da cana-de-açúcar e hoje conta com mais de um milhão de hectares coletados, em todo o Brasil, em diversos cultivos.

"Mais de 75% dos produtores têm smartphones e utilizam internet todos os dias. As soluções digitais da Yara unem o conhecimento de uma empresa centenária a um enorme banco de dados para auxiliar os produtores a tomar as melhores decisões", afirma Gustavo Libardi, coordenador de Comercialização de Soluções Digitais da Yara.

Ao longo do encontro ainda foram apresentadas pesquisas desenvolvidas pela Yara em parceria com grandes institutos, universidades e consultorias. Os estudos são coordenados pelo centro de pesquisa da Yara em Hanninghof, na Alemanha, e contam com uma equipe composta por 35 pesquisadores de 12 nacionalidades. No Brasil, há 26 pesquisas em andamento, sendo seis delas para a cana-de-açúcar. Os temas analisados sobre a cultura são a resposta ao Nitrogênio, fontes de Fósforo, perdas por volatilização, emissão de gases do efeito estufa, além de adubação líquida e foliar.

"As pesquisas buscam aumentar a eficiência do uso dos nutrientes e a produtividade, melhorar a qualidade tecnológica, gerar menor impacto ambiental e garantir maior rentabilidade ao produtor. Já temos alguns resultados relevantes, como uma diminuição de aproximadamente 42% da emissão de Óxido Nitroso e uma redução de cerca de 96% de perdas de Amônia por volatilização com YaraBela em comparação à Ureia, assim como uma disponibilidade 50% maior de Fósforo no solo com YaraMila constituído por Polifosfato, afirma Thais Souza, pesquisadora da Yara.

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