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Setor de hortifruti investe em tecnologia para enfrentar condições climáticas extremas

Tecnologia europeia aprovada em pomares do Sul começa a colher resultados também em frutas e hortaliças de outras regiões do país. - Foto: Divulgação AgroUrbano

As frutas e hortaliças estão presentes diariamente na mesa do consumidor que, cada vez mais, se mostra preocupado com a qualidade e a segurança dos alimentos. Essas novas demandas dos clientes vêm sendo atendidas com sucesso pelo setor de HF, graças a pesquisas que garantem avanços significativos na atividade.

Além das variáveis impostas pelo cenário econômico, parte da cadeia produtiva também está à mercê das condições climáticas. Soluções que conseguem impactar rapidamente na lavoura podem ser decisivas em situações extremas, como veranicos, umidade baixa, alta incidência de raios ultravioletas ou períodos de temperaturas elevadíssimas, características comuns do verão brasileiro e que podem causar danos importantes nas lavouras, o chamado estresse abiótico.

Concebido com tecnologia europeia, o fortalecedor de plantas Super Fifty foi desenvolvido para ser aplicado em condições extremas e impactar rapidamente na lavoura. E vem se destacando em regiões produtoras distintas do mercado brasileiro. “Estamos obtendo excelentes resultados, tanto em vinhedos da serra gaúcha quanto em cultivos de melão no Vale do São Francisco. A tolerância do produto em relação à seca e às altas temperaturas chama a atenção. Com a uva, que é muito sensível, por exemplo, é visível a desigualdade entre os parreirais de vizinhos que aplicam ou não o produto”, explica o engenheiro agrônomo Leonardo Duprat.

O Super Fifty tem origem natural e prepara a planta para crescer e desenvolver-se plenamente, ao longo de todas as fases do ciclo, mantendo-a em bom estado, ativa e sem estresse. Aplicações, preferencialmente se realizadas de três a cinco dias antes de um evento de estresse previsto, possibilita que a planta tenha tempo para se mobilizar e preparar suas próprias reservas, para lidar com as adversidades e se desenvolver como se estivesse em condições normais”, complementa Duprat, que também é gerente técnico no Brasil da BioAtlantis, empresa irlandesa de biotecnologia que está no mercado desde 2007 e produz o Super Fifty. “O estresse oxidativo, ou abiótico, que ocorre em períodos de condições adversas, é resultado do acúmulo de espécies reativas de oxigênio (ERO) de forma tóxica à planta. Tendo como consequência declínio no crescimento, no desenvolvimento e na produtividade das plantas”, detalha.

Tanto no caso dos parreirais gaúchos, com plantas perenes que produzem somente uma vez ao ano e têm grande variação climática, quanto nos meloeiros da região Nordeste, com ciclos curtos, de aproximadamente 75 dias e que produzem o ano inteiro, Super Fifty favorece o desenvolvimento e atua na redução de danos, o que pode ser revertido em ganhos de produtividade e de qualidade. “O produto tem validação científica e fornece uma série de vantagens para que a planta se desenvolva muito bem, onde quer que ela esteja. Em alguns trabalhos, a redução do stress chegou a 60 por cento, o que é muito considerável. Sem esse cuidado, os cultivos ficam vulneráveis. É uma ferramenta de grande complemento e que faz a diferença”, finaliza Duprat.

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