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Startup de drones aposta em parcerias com empresas brasileiras

Para driblar importações da China, Aspac recorre à empresa brasileira de pranchas de surfe, para produção das hélices de seus drones.

O fortalecimento do dólar e a alta nas taxas de importação prejudicaram o comércio internacional, e alguns produtos que serviam de matéria-prima para várias empresas passaram a custar muito mais caro.

A Arpac, startup especializada em serviços agrícolas, é uma das empresas que sentiu este impacto econômico. A empresa importa algumas partes do drone que utiliza em suas pulverizações, como as hélices que vêm do mercado chinês. Com a alta do dólar e uma série de burocracia e restrições que a pandemia trouxe, a startup precisou repensar suas estratégias para que não dependesse das importações da China. Com isso, além de fomentar o mercado brasileiro, a Arpac espera reduzir o custo total de produção de hélices em 70%.

"Algumas partes que compõe o drone, como as hélices, nós importamos do mercado chinês. Era bem prático e economicamente viável. Mas, no início da pandemia as fábricas chinesas pararam de produzir e quando retomaram, em Março, além do atraso na fabricação, vimos o preço do transporte subir 12 vezes, acompanhado pela alta da moeda brasileira, o que pesou no nosso bolso", comenta Eduardo Goerl, CEO e fundador da Arpac.

Como alternativa, para dar continuidade em suas atividades e manter a manutenção dos drones em dia, a startup firmou parceria com produtores locais que já fabricavam quilhas para pranchas de surfe, para produzirem as hélices que compõem os drones utilizados pela Arpac. Segundo Goerl, neste caso, mesmo material usado na fabricação das hélices é usado na fabricação das pranchas. "Além de se mostrar uma alternativa mais barata, por ora está colaborando com a continuidade das nossas atividades e, de uma forma ou outra, contribuindo com a retomada da economia e empreendedorismo local, fomentando e valorizando o mercado brasileiro", finaliza.

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