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Tecnologias e infraestrutura: ferramentas para enfrentar a mudança climática

O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Guillermo Bernaudo, no workshop organizado pelo Banco Mundial. Foto: IICA.

Gerar certezas sobre as maneiras pelas quais as mudanças climáticas impactam a agricultura e traçar cenários nos quais as guerras comerciais aparecem como fator restritivo para o desenvolvimento econômico. Estes dois elementos foram destacados pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Guillermo Bernaudo, no workshop do qual participou, sobre os cenários futuros de atividade agrícola na América Latina e no Caribe, liderado pelo Banco Mundial e que foi realizado na sede central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Costa Rica.

Do evento participaram altos funcionários nacionais e de organismos internacionais, grupos de produtores, executivos de multinacionais, organizações da sociedade civil, pesquisadores e agências de desenvolvimento, que identificaram oportunidades e ameaças que poderiam afetar os sistemas alimentares e agrícolas na América Latina e no Caribe (ALC) até 2030 e além.

Os participantes consideraram uma série de cenários futuros plausíveis e identificaram ações que poderiam ser tomadas para facilitar o surgimento de sistemas agrícolas e alimentares dinâmicos, produtivos e modernos, capazes de realizar múltiplas funções.

Bernaudo também destacou o papel do IICA como anfitrião do workshop, e sua capacidade para criar espaços e escolher interlocutores adequados para tais discussões e debates. "Parece-me que este é um componente muito forte do IICA. Com esses cenários, acredito que o IICA deve continuar avançando em sua representação da agricultura das Américas".

Neste sentido, o funcionário argentino destacou "a diversidade da agricultura americana, integrada por países claramente importadores e outros grandes exportadores de alimentos, o que faz com que o IICA tenha que encontrar os acordos internos. Além disso, me parece muito importante sua defesa de uma das principais atividades da América, que é a agricultura".

 O funcionário destacou que "sob a égide do Banco Mundial e com a colaboração do IICA e outros organismos, realizamos um trabalho que objetiva a ver cenários futuros daqui 10 ou 15 anos que se levantam para todos os setores ligados à agricultura, privados e públicos. Criar cenários gera capacidades e foco para os esforços. É uma atividade altamente produtiva".

Engenheiro agrônomo especializado em produção agropecuária, Bernaudo disse que, no evento, "foram levantados dois componentes muito fortes: diferentes variáveis sobre cenários relacionados com as mudanças climáticas, o impacto sobre a agricultura da região, e o das restrições comerciais a partir das guerras comerciais como aquela que neste momento estão se passando".

Em relação ao aquecimento global, ele acrescentou que é necessário avançar "na certeza de como isso afetará a agricultura", indicando ainda que "isso é muito importante para identificarmos as ferramentas que temos que enfrentá-lo, que são basicamente tecnologias e infraestrutura. O outro cenário, também muito forte, ou o componente de um cenário muito forte, é que as guerras comerciais são vistas como um fator muito restritivo para o desenvolvimento. 

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