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UPL torna-se a 4ª maior agroquímica do mercado nacional

O presidente da UPL, Fabio Torretta.

A UPL Brasil encerrou seu ano fiscal (abril 2019 a março de 2020) com crescimento de 17%. O faturamento da empresa atingiu US$ 1,3 bilhão. Segundo o presidente Fabio Torretta, este resultado decorre do perfeito processo de integração após a aquisição da Arysta LifeScience e o foco em saúde vegetal. “Segurança dos alimentos, menos impacto ambiental e produção sustentável. Esses três pilares norteiam o trabalho da UPL no Brasil. Some-se a eles o propósio OpenAg, de inovação aberta, que pressupõe a soma de forças de todos os players da cadeia produtiva”, ressalta Torretta.

O desempenho da UPL ganha destaque em um ano em que o mercado de defensivos agrícolas efetivamente (produtos aplicados) cresceu 5,8%, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Defesa Vegetal (Sindiveg). “Outro importante fator é que este foi o primeiro ano de integração das duas empresas. Aproveitamos muitas sinergias, ampliamos nosso portfólio com soluções inovadores, trabalhamos com assertividade e fortalecemos nosso trabalho a campo. Tudo isso, em conjunto, possibilitou o excelente desempenho”, diz o presidente da UPL Brasil.

Outro ponto a considerar é que esse resultado acelera a participação da UPL no mercado brasileiro de defensivos agrícolas, além de adiantar em um ano a meta de atingir faturamento de US$ 1,5 bilhão. “Devemos chegar a esse patamar já em 2021”, projeta Fabio Torretta. Com o resultado, a UPL também subiu uma posição no ranking das maiores do setor, alcançando a 4ª posição.

Crescimento contínuo

 A meta da UPL era crescer 15% em 2020. Com a pandemia do novo coronavírus, a empresa está reavaliando o objetivo para o ano. “Ainda é muito cedo para avaliar o impacto do Covid-19 nos nossos negócios e no agro como um todo, mas alguns setores, como FLV, estão sendo mais afetados que outros. Com isso, devemos continuar crescendo, porém abaixo da expectativa inicial”, informa Fabio Torretta.

O presidente da UPL Brasil também destaca o explosivo aumento do câmbio, que saltou mais de 25% no último mês. “Importamos alguns produtos da China. Ainda não temos problemas de recebimento, mas o dólar já impacta nossos custos”. A Índia, sede global da UPL, fornece sínteses e produtos acabados. “Essa relação nos fortalece neste momento. O complexo industrial na Índia mantém-se em operação, mesmo que de maneira parcial, o que pode significar problemas eventuais de logística”, explica Torretta.

O cenário poderia ser mais preocupante se o Brasil estivesse em momento de plantio. “Confio que teremos tempo de nos ajustar até a virada do semestre, quando a nova safra se iniciará”, diz o dirigente.

Mesmo com adversidades, a UPL mantém o plano de investimentos de US$ 200 milhões, especialmente no desenvolvimento de produtos. “O planejamento está mantido, porém a liberação será em ritmo mais lento, acompanhando a reação do mercado. O Brasil é o maior mercado para a UPL após a Índia. Representamos 30% do negócio em termos globais. Como um mercado tão importante, precisamos continuar acelerando”, ressalta Fabio Torretta.

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