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Uso de drone na agricultura é destaque em Simpósio de Sensoriamento Remoto

As imagens captadas por drones, aliadas a uma boa técnica de geoprocessamento, identificam com precisão a existência de pragas e falhas, problemas de solo, áreas atingidas por erosão e assoreamento de rios, área atacada com nematoide, deficiência hídrica,

O uso de drone na agricultura, setor onde é cada vez mais presente, seja para detectar falhas no plantio, pragas e doenças ou tantas outras aplicações, ganha espaço na agenda do XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, evento que é referência no Brasil na área de geotecnologia. O emprego dos veículos aéreos não tripulados será tratado pelo pesquisador da Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP), Lúcio André de Castro Jorge, em dois momentos no simpósio, que vai ocorrer de 14 a 17, em Santos (SP).

No Mendes Convention Center, o pesquisador realiza um minicurso no primeiro dia de evento, na sala Netuno IV, das 8 às 18 horas. Na segunda-feira (15), integra uma sessão temática sobre sensoriamento remoto e os avanços da agricultura brasileira.

O simpósio, que é realizado desde 1978, a cada dois anos, tem como objetivo reunir usuários, estudantes e profissionais do Brasil e do exterior para troca de experiências. Em evento paralelo será discutida a perspectiva dos últimos avanços nesta área do conhecimento para a comunidade científica brasileira e internacional.

Além da visão humana 

Durante o minicurso, Castro Jorge vai apresentar um panorama sobre as aplicações dos veículos aéreos não tripulados, vantagens, limitações de uso, câmeras usadas, programas que ajudam a processar imagens de culturas e vegetações.

O pesquisador, que desenvolve sistemas para o processamento de imagens, também vai destacar os tipos de sensores, softwares de navegação e tratamento de dados para fins de mapeamento, monitoramento e produção de imagens.

"É preciso cumprir algumas etapas para um bom uso de drone, como planejamento de voo, voo com sobreposição, obtenção das imagens georeferenciadas, processamento das imagens, geração de mosaico, análise em uma ferramenta GIS – um sistema de informação geográfica – até chegar à geração de relatórios com interpretações das imagens captadas pelo aparelho", explica o pesquisador.

Na sessão temática, o pesquisador vai discutir o papel da agricultura de precisão – aplicações com ênfase em drones. A sessão, na sala Urano I, vai ter a coordenação dos pesquisadores da Embrapa Informática Agropecuária e Embrapa Territorial (Campinas – SP), Alexandre Camargo Coutinho e Márcia Helena Galina Dompieri, respectivamente.

Os dois centros de pesquisa ainda participam com palestras de Júlio César Dalla Mora Esquerdo e Rafael Mingotti, assim como o pesquisador da Embrapa Solos (Rio de Janeiro - RJ), Waldir Carvalho Júnior. A sessão temática é uma das 22 do simpósio, que reúne 923 trabalhos.

Projeto avalia dados em tempo real 

A Embrapa Instrumentação é pioneira no emprego de veículos aéreos não tripulados, tendo iniciado pesquisas com o emprego destes aparelhos em 1998. A proposta era substituir as aeronaves convencionais, utilizadas na obtenção de fotografias aéreas, para monitoramento de áreas agrícolas e áreas sujeitas a problemas ambientais, por vants de pequeno porte que realizassem missões pré-estabelecidas pelos usuários.

Ao longo dos anos, a Embrapa investiu no desenvolvimento de outras plataformas e outras aeronaves, que fossem capazes de operar em condições de campo adversas, como as áreas agrícolas, porém com bom desempenho e baixo risco.

Em parceria com Qualcomm Wireless Reach (San Diego, EUA) e o Instituto de Socioeconomia Solidária – ISES (São Paulo, SP), a Embrapa Instrumentação testou uma plataforma, como prova de conceito, que pode ajudar o agricultor, principalmente o pequeno, a ter um diagnóstico da propriedade com muito mais rapidez, eficiência, precisão e baixo custo. A proposta é que os dados da lavoura possam ser obtidos em tempo real, via celular.

A prova de conceito teve como objetivo embarcar inteligência nos drones por meio de  algoritmos de computação visual que pudessem capturar várias imagens e gerar mapas automáticos em propriedades de até 50 hectares.

“Os resultados sugerem que a ferramenta é apropriada para adoção por trazer mais eficiência e precisão”, afirma o pesquisador Castro Jorge.

 


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